quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

POEMA ANJO DA SEDUÇÃO





ANJO DE SEDUÇÃO
 
Multiplicai-vos!... Foi de Deus a solução
A Quem; devemos essa vitória
Depois nomeou um anjo de sedução
Deus de amor, de perdão e glória,
Conferindo à mulher a atribuição,
A benesse, da escapatória
De atrair o homem, para a união
Para a palma, a parecer oratória,
Pendor para objectivar a reprodução
Tenhamos isso na memória
O côncavo e o convexo, são evolução
Da sociedade, dos anais da história
Humana cultura, infinitamente em construção
Do alargamento … Promissória
 O homem a depender do desejo da prossecução
Entre o bem e mal da trajetória
O anjo é apenas curador de indução
A mulher tem o poder de atrair, em teoria,
Será apenas serpente de atração
Anjo de amor, anjo de protetoria
 Anjo de sedução!


Daniel Costa

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

POEMA FRENTE AO MAR


 
FRENTE AO MAR

Viver é remar
 A favor da maré
Frente ao mar
Ver nele a grande gare
A plataforma de acalmia
Imagine-se a praia do Jacaré
Som de bolero, a animar
Ao pôr sol no hectare
Mordomia aprumar
Até que a euforia pare,
Para a vida aromar
Consciente, no cabaré
De fronte declamar
Qual círio da Nazaré
Junto, à praia a espumar
Bem remar, para nós é…
Frente ao mar
A vida sem trato de polé
Rememos frente ao mar! 

Daniel Costa

domingo, 15 de fevereiro de 2015

POEMA AMOR DA ALDEIA




AMOR DA ALDEIA

Sorriso de sereia
Abarcando o Bantustão
Amor da aldeia
Da marítima região
Onde o amor incendia,
Brilha o feliz mocetão
O mar enrola na areia
Povo cristão
Na beira-mar vagueia
Em jeito de arrastão
O amor encandeia,
Como flor em botão
Ditosa ameia,
Airoso foguetão,
Noites de lua cheia,
Luar de Verão
Deusa medeia,
A salpicar o coração
Perversa enxameia,
Ensaiando a sugestão
Despertando a veia,
Amor de vistão
Amor da aldeia

Daniel Costa
 

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

POEMA REBELDIA


 
REBELDIA

Telepatia
Desconcerto
Rebeldia
Liberto
Sem tirania
Descoberto
Ousadia
Desaperto
Moradia
Em concerto
Taquicardia
Futuro incerto
Cacofonia
Interior torto
Balbúrdia
Mundo – Deserto
Procurando concórdia
Por perto
Insidia
Decerto
Perfídia
Trajeto:
- Rebeldia! 

Daniel Costa


 

 

domingo, 8 de fevereiro de 2015

POEMA ANJO DA RAZÃO



 
ANJO DA RAZÃO 

Vislumbrei de antemão
Sonhei com campo aberto
Anjo da razão
Jamais um deserto,
Antes como a oração
Eternamente aberto
Audaz, veloz como furacão
De entraves liberto
Eis a inteira razão
Tendente a pegar o enxerto
Adorável coração
Como heliporto
Suave veneração
Bendito horto
De inteira redenção
De preconceitos liberto
Nova incarnação
Moderno concerto
Anjo da razão
Meu mentor certo!
 
Daniel Costa

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

POEMA CLEPSIDRA HISTÓRICA



A CLEPSIDRA E A HISTÓRIA

Recurso perde-se na memória
Oráculo de jurisprudência
A clepsidra e a história
Encerram mundos de ciência
Recordar é como oratória
Recorrer salva aparência
Areia da clepsidra rogatória
Criando mágica reticência
Abrigo de protetoria
Dos poderosos; abrangência
Dos leais devia ser provedoria
 Eficaz e justa, nunca negligência
Veia de cegueira, perante a escória
Aos poderosos, exige comparência
Não inventes ou traces divisória
 Furos da lei como divergência
Quem os cria; imagina a glória
Dos poderes, sempre inerência
 Sempre esmagadora vitória,
Para verter com impertinência
A clepsidra e a repetida história!
Irra!... Que irreverência! 

Daniel Costa

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

POEMA PEIXE VOADOR



PEIXE - VOADOR 

Passagem do equador,
Marítimo, festa a bordo
Peixe - voador
Cardumes; os recordo
Clima tropical abrasador
Apoquentando como dardo
No diário anotado
Ficou em jeito de moscardo,
Coração acelerado
Zunindo, jeito de petardo
O denodado calor
Aventura de bardo
Mar de ar abrasador
Deuses! Era a bombordo
Homem batalhador
Cumpria sem sentir fardo
Em ocasião de pundonor
Foi assim o resguardo
De inquestionável aceitador
Missão de acordo
Peixe - voador
Na tona do mar, rebordo
Passagem do equador! 

Daniel Costa