segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

POEMA NO FIRMAMENTO


NO FIRMAMENTO

Naquele momento
Na mesma hora
Vagueava no firmamento
Algo me aconteceu
Avistava o amor
Como se viajasse no sétimo céu
De repente o mundo pareceu bendito
Que júbilo era o meu?
Um contentamento abrangente
Com a simplicidade do que me aconteceu
Com o que vislumbrei de repente
O relógio a marcar a hora no céu
O amor a aportar reluzente
Delirei como um cireneu
O amor apareceu bem saliente
Comigo aconteceu
Não andava nas nuvens
Viajava lá no céu
Vagueava no firmamento
O relógio a marcar a hora
A registar o momento
O amor chegava agora
Avistámos a lua, era noite de luar
A sua luz era intensa
Como intenso era o seu brilhar
O amor era imenso
Nossos pares de olhos a faiscar
Imaginou-se a lua como coisa nossa
Fizemos dela luz para amar

Daniel Costa



domingo, 5 de fevereiro de 2012

POEMA CHUVA QUE CAI

CHUVA QUE CAI

O mundo é belo, não sendo chalaça
Olho-o de forma singela
Chove e observo-o por detrás da vidraça
Como um pensador meditando
De mansinho vou vendo a gente que passa
Imagino o mundo amando
A chuva cai, bate na vidraça
Fico cismando como o mundo podia ser belo
Mesmo com a chuva que grassa
Reparo na passagem das gentes
Passam as belas felizes
Assim como muitos que se vê serem carentes
Cada qual a seu modo
Todos com vidas diferentes
Enquanto a chuva cai
Cai na rua e na vidraça
Os meus sentidos vagueiam
E olho quem e como passa
Gente no seu frenesim, no seu vai e vem
Anda no mundo como quem esvoaça
A labuta da decrepitude e da juventude
Que vive e se entrelaça
A chuva cai grossa com fervor
Vem bater na vidraça
Não será um acto de amor
Cogitar sobre quem passa?

Daniel Costa

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

POEMA LITA FOTÓGRAFA



  


LITA FOTÓGRAFA

Nunca foi Litógrafa
Como variadas com quem convivi
Digo Lita fotógrafa
Mulher realizada e feliz
Jeito talvez de ser líder
Terá como defesa este matiz?
De se apresentar modesta
Não será apenas o poeta quem o diz
Lita a fotógrafa
Mulher tranquila e deveras interessante
Até podia ser cartógrafa
Mulher bonita, de beleza como que insinuante
De variadas facetas
Que experimenta, ficando amadora praticante
Mas fotografia de pormenores?
Parece vir-lhe da alma, como doçura amante
Dá gosto ver com os olhos da alma
Algo que poderá parecer insignificante
Reparando bem com atenção o pormenor acalma
Como a Lita, instrumentaliza a sua máquina
Podemos ver a sua arte como que a de talma
Lita de variados talentos
Fotografar será como ler da mão a palma
Capta pormenores sem desalentos
De belas paisagens de variados mundos
Da flora a que estaremos desatentos
De flores entre muros ou pedras, viveres profundos
Desejos de viver
A natureza dando lições a mundos
Desejos de vida, aconteça o que acontecer
Pormenores que a Lita procura
Ela adora da natureza tecer
A Lita fotógrafa pormenores em miniatura


Daniel Costa

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

POIEMA A MIRAGEM DO AMOR


A MIRAGEM DO AMOR

Foi naquela praia
No Verão passado
Que fui enfeitiçado por uma catraia
Ela me olhou, o meu coração bateu
Havia uma aragem, um odor a maresia
Foi como uma onda, todo o meu ser tremeu
O olhar fixou-se na catraia
Sedento de amar parecia e estava eu
Fui deambulando na praia
O estado era o de um Romeu
Aconteceu um amor de Verão
Mais não deu
Foi um amor fugaz
Ela quis assim
Ao terminar o Verão quis eu ser mais audaz
Um amor para cada estação, moderno assim é ruim
Ela assim o quis
Repetiu que é moderno, ai de mim
Um amor em cada Estação
Uma aragem, uma maresia fresca assim
Soçobrou a paixão
O calor que alimenta o amor
Terminou no dealbar do mesmo Verão
É amor de miragem, não pode ser moderno
Concebo-o de outro modo
Amor eterno

Daniel Costa


segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

POEMA MULHER CAFUZA

MULHER CAFUZA

Não é da velha Siracusa
Já se poderá ver nos anais
Do que resultou a etnia cafuza
Resultou da miscigenação
De amores e carinhos, com ardores
Por todo o vasto sertão
Entre negros e Índios esses amores
Formaram uma etnia, uma minoria
De que adviria a mulher, essa flor
A mulher cafuza com a sua beleza
É uma bênção do amor
Uma bênção da natureza
Imagino um mundo como o de Salvador já
O da Brasileira cidade da Bahia
O ilê Axê Opô Afonjá
A religiosidade num terreiro se afia
Religiosidade negra onde
Onde talvez a mulher cafuza se desafia
Recordo o Candomblé
É ver onde a imaginação se enfia
Uma coisa é certa mulher cafuza
Tem a sua beleza mais na Bahia
E noutras regiões onde dominou a mãe Lusa
Maranhão, Pará ou Amapá
Para mim é bonita, tem coração
Como uma oração de lá
Um íntimo de musa
Que acena para cá
Mulher cafuza

Daniel Costa
 

sábado, 28 de janeiro de 2012

POEMA AMAR NÃO É QUESTIONAR


AMAR NÃO É QUESTIONAR

Amar não é questionar
Ama-se alguém, sabe-se lá porquê
Sabe-se que houve um faiscar
Olhos e coração encontraram-se
Nasceu logo aí a razão para amar
Depois palavras de doçura
Amar não é questionar
É um frémito que para sempre dura
O amor é como uma aura
Devemos estar sempre atentos e à altura
Da dádiva de ter a quem amar
Usemos sempre em conjunto com o amor a brandura
Ser feliz e fazer valer a nossa felicidade
Valer sempre a ternura
Todos os dias, em toda a idade
Amar não é questionar
Quem ama não questiona
Respeitar, para se fazer respeitar
Procura-se sempre ser sublime
No acto de dois corações a amar
Sem hipocrisia
Amar será sempre gostar
Gostar de outrem em qualquer dia
Amar mão é questionar

Daniel Costa

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

POEMA FLOR DO JASMIM

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FLOR DE JASMIM

Linda flor se desenvolvia no meu jardim
Reparei melhor no canteiro
Ai se criava a flor do Jasmim
Fiquei fascinado com a alvura da flor que se apresentava
Talvez parecesse alienado, sou assim!
Pareceu sorrir
Sorrir ao jardineiro, a mim
A flor existe em forma pessoal
Sempre sorridente
Chama-se Severa Cabral
No nome Costa, tinha de ter é evidente
Sorridente é um bem natural
A Sensualidade de Severa é latente
Adoro essa mulher
Tal mulher que me sorri feliz, é assim
Tal como a emoção
Me fez sentir frente ao canteiro do jardim
Também feliz por estar
Junto ao alvo canteiro da flor do jasmim
O jardim sempre me encanta
Tal como a Severa, a mulher
Que para transportar o bem não precisa ser santa
O seu tom e sorriso é dom
Um dom que qualquer ser encanta
A minha flor de jasmim
Me toca a alma
Sempre que vou mirar o jardim
Lembro Severa Cabal
A flor, seu encanto, olhando para mim

Daniel Costa