quinta-feira, 30 de junho de 2016

PREFÁCIO




PREFÁCIO
 
Conheço o escritor, o poeta, o ser humano, o amigo, que me chegou através das teclas do qual traçavas arabescos com as pontas dos dedos, tamanha era a sequela que um dia a morte tentou roubar. Sofrendo um AVC e um Aneurisma, voltou daquela cama dizendo que; poucas foram as dores do corpo que lhe afetaram o espírito. As doenças ficaram para traz, não deixou lugar para as queixas ou problemas pessoais. E sem nunca ter saído para outros mundos, escapou da morte, num acidente de suas próprias emoções, quando abriu os olhos para a vida e recobrou os sentidos, deixou escapar uma expressão ao mesmo tempo de desculpa e de felicidade.
Hoje tem um compromisso com o seu próprio EU; tem  uma estreita e integral correspondência com a sua verdade, a verdade dos seus olhos e dos seus sentimentos, quase sempre em estado poético,  de  sensibilidade exposta a grandes e pequenas emoções.
Hoje com 10 livros editados que é fruto do seu escrever diário. Deve-se isto à própria natureza do autor, que faz da escrita alimento para à vida toda, sempre trazendo uma poesia viva, onde o subjetivo e objetivo são sentidos e vividos com igual intensidade, entegrando-se de corpo e alma a sagrada coletânea de versos.
É num momento solene como este que prefaciar se torna um ato sublime de bênção e comunhão, para complementar a natureza do poeta.
Eu, um tanto ousadamente vou mais longe, tentando uma percepção maior, alcançando o voo com o poeta Daniel Costa em um dueto que deu nome ao seu livro.
 

DECLARAÇÃO À SAMIRA!
 
Grutas de Altamira
Sonho de romaria
Declaração a Samira
Simples como bijuteria
No seu vestido de caxemira
De tez garbosa sorria,
Alegre sorria sem canseira
Duas almas em confraria
União verdadeira
Configurando perfumaria,
Altar de confeiteira
Doçura de tapeçaria
Declaração a Samira
A promessa de paz ficaria
Assombro de bebedeira
Cerimónia de ária,
Música de lira,
Elegantes, seios de contrastaria
Declaração a Samira.
 
Daniel Costa

DECLARAÇÃO A SAMIRA
 
Em nome de uma caverna
Me faz acreditar que tudo irá se realizar
Uma obra-prima
Peça de esmero e perfeição
Com roupa de luxo
Elegante e faceira
Sempre sorrindo amores no alvejar da vida
Exercendo a mesma irmandade
Sempre eterno o seu ser e sua alma
Corpo de pura fragrância
Fazendo do amor sempre doce
E forrando de tapetes para à amada desfilar com doçura
Nesta obra prima
Assim diz a própria definição
Com porre embriagou-se de amor
Fez dueto com sentido amplo transformando em uma obra maior
E na inspiração da mais primorosa melodia tida como símbolo dos poetas
Com ofício de quem contrasta metais preciosos fez dos seios da sua amada uma jóia
Assim ele se declarou à sua amada Samira
 
Severa Cabral (escritora)
    

 

domingo, 27 de setembro de 2015

POEMA ANJO ESTIMULADOR




ANJO ESTIMULADOR
 
Sagaz como condor
Num ato Angelical
Anjo estimulador
Génese musical
Ritmo embalador
Baco pontifical
Pose de velador
Olhar natural
Sentido consolador
Bênção patriarcal
Eterno pastor
Candura paternal
Postura de escutador
Estímulo vertical
Linha de mediador
Instigador da paz natural
Anjo estimulador.
 
Daniel Costa

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

POEMA MÉRITO NA DIGNIDIDADE




MÉRITO NA DIGNIDADE
 
Procurar a realidade
Não é sinecura, é mérito,
Mérito na dignidade,
De mental luz de gabarito,
De intensa apostolicidade,
Autenticidade!... Grito!...
Procurar o eco da verdade
Lutar para que esta seja rito,
Seja feliz, toda a sociedade
Que o pecador seja contrito
Se avizinhe da honorabilidade
Connosco procure até ao infinito
Através de gerações de sagacidade
Procurando um mundo emérito
Fraterno sem complexidade,
Haja conduta de púlpito,
Mérito na dignidade.
 
Daniel Costa
 
 

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

POEMA OS MELHORES TEMPOS DA MINHA VIDA



(ao centro, primeira incarnação - foto saída na revista PLATEIA de 18/04/1969)
(à direita, segunda incarnação - foto em restaurante - localidade de Pombal, Abril de 2011)

OS MELHORES TEMPOS DA MINHA VIDA


Confesso de seguida
 A procura da felicidade
Tempos da minha vida
Alguns gloriosos, na verdade
Outros de dúvida
De imensa complexidade
De felicidade dolorida
Comparável a concavidade
De felicidade provida
De fora esteve a debilidade
Jamais a fé esteve exaurida
Fé com intensa densidade
Tempos da minha vida,
Duas encarnações na verdade
A primeira num período resolvida:
- Dez anos de alacridade
A segunda de alegria sentida,
Parecendo a eternidade
Os melhores tempos da minha vida
Os presentes na efetividade.
 
Daniel Costa
 

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

POEMA MAR PORTUGUÊS




MAR PORTUGUÊS 

Estradas de genovês
Carambolas de marinheiro
Mar português
No mundo prossegues
Partindo do soalheiro
Fazes capitão-marquês
Socorrendo-te do teu veleiro
Com ele prossegues
Capitão-timoneiro
Do mundo freguês
Fá-lo chegar primeiro
O tornas malaquês
Vejam bem!... Até guerrilheiro
Para os confins segues
Na rota o teu agulheiro
Mar português.

Daniel Costa

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

POEMA PARA ALÉM DO LIMBO



PARA ALÉM DO LIMBO
 
Sonho de carimbo
Roda a vida a girar
Para além do limbo
Parece a aparceirar
Além de suposto biombo
Em jeito de embandeirar
Cogita-se, não se dança o mambo
Por milhares de almas, a cabeça no ar
Deste mundo… Deste arimbo
Perecendo delirar
Cismando delírios de cachimbo
Vida eterna a acalentar
Para além do limbo
A certa irmã sempre a pairar
Nos levará para além do limbo:
- Para além do limbo.
 
Daniel Costa
 

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

POEMA AMOR MISTÉRIO




AMOR MISTÉRIO
 
Questão de critério,
Pureza e magia
Amor mistério,
Questionando a fantasia
Velho império
Também biografia
Ainda cenário
Laboratório de alquimia
Terno, conciliário
A lua se comprazia
No seu rotário
Vigiando, sorria
Amor mistério
Volátil fingia
Sentido evocatório
Pura energia
Suplemento etário
Do sonho vigia
Amor mistério
Sonho de um dia.
 
Daniel Costa
 (poema e foto)